domingo, 16 de agosto de 2015

Rio Amazonas e Rio Hanza

Rio Amazonas

A natureza fala pesado e desmente o ecologismo alarmista

A natureza fala pesado e desmente o ecologismo alarmista

Com uma freqüência que pode chegar até a saturação chega até nós o insistente “slogan”: a água doce é um bem escasso; pior ainda: está se esgotando.
Por vezes chega-se ao paroxismo de anunciar que a Amazônia caminha à desertificação. E num extremo de descontrole, alguns exacerbados espalham o pânico irracional de a Terra toda transformada num planeta desértico como Marte ou a própria Lua.
Visando atemorizar, muitas vezes manipula-se fatos restritos a uma região, astuta e indevidamente estendidos a todo o planeta com insinuações, jogos de palavras, imagens, ou falta de respeito pelo leitor.
Outras vezes, apela-se a fenômenos temporários, sazonais ou cíclicos que com as mesmas astúcias são extrapolados para um futuro remoto ou indefinido sempre castrófico.
Cientistas ponderados empenham-se em refutar esses alarmismos.
Mas, também a própria natureza e o desinteressado trabalho humano encarregam-se de desmentir esses boatos de origem ideológica.
Em recente edição, a Campanha da Fraternidade fez finca-pé no slogan da “água doce escassa”. Não dizia mais nem menos do que os boatos espalhados pelo agora silencioso senador Al Gore e o IPCC.
Entre os mais recentes desmentidos da natureza ao rumor enviesado de que a água doce está acabando e de que a Amazônia virará um outro Saara, está a descoberta de, nada mais e nad
a menos, um outro Amazonas correndo embaixo do já conhecido maior rio do mundo!
Eis a informação reproduzida por UltimoSegundo em 25/08/2011 e que dispensa todo comentário:
Rio de 6 mil km é descoberto embaixo do Rio Amazonas
Pesquisadores do Observatório Nacional (ON) encontraram evidências de um rio subterrâneo de 6 mil quilômetros de extensão que corre embaixo do Rio Amazonas, a uma profundidade de 4 mil metros.
Os dois cursos d’água têm o mesmo sentido de fluxo ‒ de oeste para leste ‒, mas se comportam de forma diferente.
A descoberta foi possível graças aos dados de temperatura de 241 poços profundos perfurados pela Petrobras nas décadas de 1970 e 1980, na região amazônica. A estatal procurava petróleo.
Fluidos que se movimentam por meios porosos ‒ como a água que corre por dentro dos sedimentos sob a Bacia Amazônica ‒ costumam produzir sutis variações de temperatura.
Com a informação térmica fornecida pela Petrobras, os cientistas Valiya Hamza, da Coordenação de Geofísica do Observatório Nacional, e a professora Elizabeth Tavares Pimentel, da Universidade Federal do Amazonas, identificaram a movimentação de águas subterrâneas em profundidades de até 4 mil metros.
O dados do doutorado de Elizabeth, sob orientação de Hamza, foram apresentados na semana passada no 12.º Congresso Internacional da Sociedade Brasileira de Geofísica, no Rio.
Em homenagem ao orientador, um pesquisador indiano que vive no Brasil desde 1974, os cientistas batizaram o fluxo subterrâneo de Rio Hamza.
Características

A vazão média do Rio Amazonas é estimada em 133 mil metros cúbicos de água por segundo (m3/s). O fluxo subterrâneo contém apenas 2% desse volume com uma vazão de 3 mil m3/s ‒ maior que a do Rio São Francisco, que corta Minas e o Nordeste e beneficia 13 milhões de pessoas, de 2,7 mil m3/s.
Para se ter uma idéia da força do Hamza, quando a calha do Rio Tietê, em São Paulo, está cheia, a vazão alcança pouco mais de 1 mil m3/s.
As diferenças entre o Amazonas e o Hamza também são significativas quando se compara a largura e a velocidade do curso d’água dos dois rios.
Enquanto as margens do Amazonas distam de 1 a 100 quilômetros, a largura do rio subterrâneo varia de 200 a 400 quilômetros.
Por outro lado, a s águas do Amazonas correm de 0,1 a 2 metros por segundo, dependendo do local. Embaixo da terra, a velocidade é muito menor: de 10 a 100 metros por ano.
Há uma explicação simples para a lentidão subterrânea. Na superfície, a água movimenta-se sobre a calha do rio, como um líquido que escorre sobre a superfície.
Nas profundezas, não há um túnel por onde a água possa correr. Ela vence pouco a pouco a resistência de sedimentos que atuam como uma gigantesca esponja: o líquido caminha pelos poros da rocha rumo ao mar.
 
http://www.vamosdebater.com/tag/rio-amazonas/

O nascimento da floresta Amazônica

O nascimento da floresta

Formação da biodiversidade exuberante da Amazônia foi induzida por eventos geológicos
Por: Thaís Fernandes
Publicado em 12/07/2007 | Atualizado em 28/09/2009

A formação da floresta amazônica é extremamente recente do ponto de vista da história geológica da Terra: as condições ambientais para o surgimento de uma floresta tropical úmida exuberante como temos hoje só se criaram há 6 milhões de anos. A evolução biológica na região não foi resultado apenas de fatores climáticos e das relações entre espécies, mas também de processos geológicos que mudaram a configuração do território e permitiram o estabelecimento de uma vasta biodiversidade.

Foz do rio Amazonas vista por satélite. A configuração atual da bacia hidrográfica amazônica – a maior do mundo – se estabeleceu há cerca de 27 mil anos (foto: World Wind/Nasa).
As informações paleontológicas, geológicas e biológicas disponíveis sobre a Amazônia mostram que a região mudou ao longo da história. “Nem sempre a floresta esteve aqui”, disse o paleozoólogo Peter Mann de Toledo, da Coordenação de Observação da Terra do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em conferência durante a Reunião Anual da SBPC. De tempos em tempos, se alternaram a vegetação de floresta tropical e áreas mais abertas. “Essa variação leva ao padrão de biodiversidade que temos hoje.”

Segundo Toledo, antes de 20 milhões de anos atrás, a Amazônia era um terreno continental com clima árido e não tinha umidade suficiente para suportar uma floresta tropical. Entre 24 e 12 milhões de anos atrás, grandes corpos de mar penetraram e regrediram sucessivamente na região. As condições ambientais para que se formasse uma floresta úmida exuberante como a Amazônia atual só apareceram há 6 milhões de anos, apesar da possibilidade de algumas espécies da biota amazônica já terem surgido antes disso.

A configuração atual da bacia hidrográfica amazônica é ainda mais recente: se estabeleceu há apenas 27 mil anos. Já o rio Amazonas se formou um pouco mais cedo: há 40 mil anos.

Com relação à dimensão da floresta, dados geológicos e paleontológicos obtidos a partir do estudo de diversos tipos de pólen mostram que a expansão das espécies só ocorreu há 4 mil anos, após a confluência de fatores climáticos ideais. “Este foi o último pico de expansão de espécies”, ressalta Toledo, acrescentando que hoje a Amazônia vive um processo de restrição.

O primeiro empurrão
Cordilheira dos Andes entre o Chile e a Argentina. O soerguimento dessa cadeia de montanhas, há 12 milhões de anos, foi um dos fatores geológicos que criaram as condições para a formação da floresta amazônica.
O pesquisador explica que as primeiras mudanças que permitiram a formação da floresta amazônica foram induzidas por eventos geológicos como o soerguimento da cordilheira dos Andes, há 12 milhões de anos. Apenas os fatores regionais relacionados a mudanças climáticas não seriam suficientes para influenciar os processos de seleção, diferenciação e extinção de espécies. “A evolução da biota na região amazônica está diretamente associada aos processos geológicos que alteraram a paisagem”, afirma.

Toledo conta que, entre 10 e 5 milhões de anos atrás, houve um processo de extinção da fauna da região, em muitos casos originária de outros continentes, como a América do Norte. “Nesse momento, surgiram os vertebrados endêmicos.” Atualmente, das 430 espécies de mamíferos que vivem na Amazônia, 130 são exclusivas da região.

Segundo o pesquisador, a compreensão da origem e adaptação das espécies é fundamental para se fazer a gestão do território com embasamento científico. “Entendendo os processos que levaram à formação da biota atual, podemos antecipar o que vai acontecer com as espécies no futuro.”

Para ele, a definição de unidades de conservação deveria observar a mudança de distribuição de espécies ao longo do tempo. “A construção de corredores de preservação poderia levar em conta não só a presença das espécies hoje no território, mas também a história da sua distribuição, com os processos de migração e adaptação”, propõe.


http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/reuniao-anual-da-sbpc-2007/o-nascimento-da-floresta

Thaís Fernandes
Ciência Hoje On-line
12/07/200

Guerra das Águas - Amazônia brasileira um Mito

Obs: Este Artigo Está em construção e sofrerá contatante atualização, para mais detalhes me mande email para drigg@hotmail.fr  com o assunto Aguas da Amazônia.

A crise Hídrica no sudeste e nordeste brasileiro afeta seriamente a estrutura comercial,  industrial e produção de alimentos do Brasil  e  associando que o mundo está sem agua  é possível prever um colapso global e uma iminente Terceira Guerra mundial, só que agora o alvo não é minério, nem mercado consumidor mas sim a Agua da Amazônia, detentora de 20% da agua doce disponível em superfície do planeta inteiro em um único lugar, uma tentação pra quem bebe petróleo e terra. segundo Rodrigo G. Lima - Especialista em Recursos Hídricos.


Transposição do Rio Amazonas , Governo já tem projeto Pronto diz Melo

Governo já tem projeto de transposição do Rio Amazonas pronto, diz José Melo

'Transportar água é a coisa mais fácil do mundo. Precisamos só de tubos e bombas de recalque', disse o governador, ao afirmar que o Amazonas lucrará com operação 

Manaus (AM), 05 de Agosto de 2015

Luana Carvalho

Pelo projeto idealizado pelo governador José Melo, a água do rio Amazonas seria transposta de um ponto entre os Municípios de Parintins e Breves, no Pará
Pelo projeto idealizado pelo governador José Melo, a água do rio Amazonas seria transposta de um ponto entre os Municípios de Parintins e Breves, no Pará (Arquivo/AC)
Estudos realizados do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) apontam que apenas 1% da vazante do Rio Amazonas  pode acabar com a seca no Nordeste e Sudeste do País. Ontem (4), o governador do Estado, José Melo (Pros),  voltou a falar no assunto e afirmou que apresentará o projeto oficialmente à presidente Dilma Rousseff. “Transportar água é a coisa mais fácil do mundo. Precisamos só de tubos e bombas de recalque”.
A declaração foi dada durante apresentação dos projetos de infraestrutura que estão sendo executados pelo governo estadual. A ideia, segundo José Melo, é que haja uma compensação financeira pelos benefícios prestados. O recurso poderá ser recebido por meio da  Lei Estadual de Serviços Ambientais, que será votada ainda este ano.
“De quebra, quando essa água for transportada, o povo amazonense terá sua compensação pela retirada do bem que é nosso. Esta é uma saída para a crise hídrica e o Brasil teria que pagar um preço ao Amazonas e a um pedacinho do Pará, pois essa água será retirada entre os municípios de Parintins (AM) e Breves (PA)”,  pontuou.
Melo citou, ainda, as obras do poliduto da Rússia até a Europa Oriental como exemplo de que, no Brasil, o projeto é viável.  “Há 50 anos fizeram um poliduto saindo da Rússia até o mar da Turquia. Foram mais de seis mil quilômetros de distância. Eles construíram a obra em meio a ventos de 60 km/h, com 40 graus negativos de temperatura e rompendo montanhas. Por que não podemos levar água para o Brasil se não temos temporais, gelo, nem nada? É tão simples”, enfatizou.
De acordo com o CPRM, 1% da vazão do rio Amazonas – que corresponde a aproximadamente dois mil metros cúbicos por segundo de água –  equivalente a todo o volume do rio São Francisco, que passa por cinco Estados e 521 municípios.
O rio Amazonas possui, em disparado, o maior fluxo de água por vazão. Segundo Melo, a intervenção não causará impactos negativos. “Mandei fazer um estudo para verificar os impactos ambientais. Eu tinha uma preocupação em falar disso e os cientistas irem contra. Mas ficou comprovado que esse 1% de água seria suficiente pra abastecer o Sul, Sudeste e Nordeste brasileiro sem nenhum impacto. É um volume insignificante considerando o bem que vai fazer pro Brasil”.

Ainda de acordo com Melo, o potencial do rio Amazonas deve ser mais valorizado. “O rio São Francisco está totalmente assoreado, não agüenta mais a pressão do desenvolvimento. A bacia do Brasil Central também não aguenta, pois as grandes fazendas de gado assorearam os rios que eram imensos potenciais da água doce e hoje já não são mais. O Amazonas não foi agredido, só se tirou 2% das árvores que se tem. Essa compensação financeira será justamente para ajudar a mantermos nossos bens mais preciosos preservados”. 
Cientistas desaprovam
Alguns cientistas discordam da alternativa. Para o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) Philip Fearnside, o problema não é o 1% da água tirada do rio Amazonas, mas sim a energia que seria necessária para bombear o recurso hídrico.
“O trajeto envolve subida de altitude. Diferente de petróleo, a água tem que ser transportada em volume muito maior, e o valor por metro cúbico é muito menor, fazendo com que fique economicamente bem menos viável do que polidutos na Rússia. A energia para as bombas teria que vir de algum lugar, provavelmente de hidrelétricas, que tem grandes impactos”, analisa.
Crise mundial
A demanda cresce, o clima muda, e os preços sobem. Os problemas de oferta e demanda de alimentos é um dos mais discutidos atualmente. Para o governador José Melo, a solução de transportar água  poderá influenciar positivamente até a crise mundial de alimentos.
“Olhando o fato de que o Brasil, nos próximos anos, será responsável por 25% de todo alimento que o mundo vai precisar, e considerando que é nos alimentos que se gasta 70% da água doce que se utiliza nesse País, e se essa água já está escassa, então tem que levar o recurso de onde tem”, ressaltou.
Análise: Antônio D.  Nobre
Instituto Nacional de Pesquisas espaciais (Inpe)
“Não faz o menor sentido”
“Um canal terrestre da foz do Amazonas até São Paulo, com algo em torno de 3 mil km de extensão e tendo que vencer grandes desniveis, faz brilhar cifrões dourados nos olhos das grandes empreiteiras. Com o maior rio da terra fluindo na Amazônia - refiro-me ao rio Voador de umidade - não faz o menor sentido pensar em usar enormes recursos financeiros da sociedade e incríveis quantidades de energia para fazer a transposição de água do Amazonas por terra. A ameaça real ao rio aéreo, que pode estar ligada à seca em outras regiões, chama-se desmatamento. Muito mais barato  será estancar o desmatamento e replantar florestas”.
Pacote de obras de US$ 825 mihões
O governador José Melo apresentou  os projetos de infraestrutura que estão sendo executados no Amazonas, como intervenções no sistema viário, infraestrutura da Cidade Universitária e duplicação da AM-010.  Segundo ele,  US$ 825 milhões  serão  investidos em obras e projetos em tramitação, sendo a maior parte dos investimentos destinados à obras do Prosamim.
Questionado sobre um dos principais objetivos do programa, que é a requalificação dos igarapés, Melo informou que esta fase faz parte da última etapa. “Até 2018  nós terminaremos as intervenções e lá na frente, quem vier nos suceder, terá a imcubência de fazer a última etapa em todos os igarapés, que são as implantações das usinas recicladoras para termos rios de águas límpidas”.
Os investimentos na bacia do São Raimundo somam U$ 280 milhões do BID e US$ 120 milhões de contrapartida do Estado e contemplam obras em cinco bairros – Aparecida, São Raimundo, Glória, Presidente Vargas e Centro – que devem beneficiar, de forma direta,  4 mil famílias que somam quase 20 mil pessoas.  No interior, ele citou as obras do Programa de Saneamento Integrado de Maués (Prosai Maués) e anunciou que pelo menos 10 municípios precisam de intervenção do Prosamim.
www.acritica.com.br
http://acritica.uol.com.br/amazonia/A_0_1406259416.html?print=1
Acrítica 2010

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Região Hidrográfica Amazônica , A maior do mundo em disponibilidade de água

Região Hidrográfica Amazônica

A maior do mundo em disponibilidade de água

Principais rios da Bacia Amazônica:

- Rio Amazonas
- Rio Negro
- Rio Solimões
- Rio Xingu
- Rio Madeira
- Rio Tocantins
- Rio Japurá
- Rio Juruá
- Rio Purus
- Rio Tapajós
- Rio Branco
- Rio Jari
- Rio Trombetas

A Amazônia é conhecida mundialmente por sua disponibilidade hídrica e pela quantidade de ecossistemas, como matas de terra firme, florestas inundadas, várzeas, igapós, campos abertos e cerrados. Abriga, ainda, uma infinidade de espécies vegetais e animais: 1,5 milhão de espécies vegetais catalogadas; três mil espécies de peixes; 950 tipos de pássaros; e ainda insetos, répteis, anfíbios e mamíferos.
A Região Hidrográfica Amazônica é constituída pela bacia hidrográfica do rio Amazonas situada no território nacional, pelas bacias hidrográficas dos rios existentes na Ilha de Marajó, além das bacias hidrográficas dos rios situados no Estado do Amapá que deságuam no Atlântico Norte (Resolução CNRH n° 32, de 15 de outubro de 2003), perfazendo um total de 3.869.953 km².
A população na Região Hidrográfica Amazônica, em 2010, era de 9.694.728 habitantes (5,1% da população do País) e a densidade demográfica de apenas 2,51 hab/km². As capitais Manaus, Rio Branco, Porto Velho, Boa Vista, Macapá, bem como os municípios de Santarém (PA) e Sinop (MT) são os centros urbanos que mais se destacam dentre os 304 municípios da Região Hidrográfica Amazônica.
A bacia hidrográfica do rio Amazonas é constituída pela mais extensa rede hidrográfica do globo terrestre, ocupando uma área total da ordem de 6.110.000 km², desde suas nascentes nos Andes Peruanos até sua foz no oceano Atlântico (na região norte do Brasil). Esta bacia continental se estende sobre vários países da América do Sul: Brasil (63%), Peru (17%), Bolívia (11%), Colômbia (5,8%), Equador (2,2%), Venezuela (0,7%) e Guiana (0,2%).
Em termos de recursos hídricos, a contribuição média da bacia hidrográfica do rio Amazonas, em território brasileiro, é da ordem de 132.145 m³/s (73,6% do total do País). Adicionalmente, a contribuição de territórios estrangeiros para as vazões da região hidrográfica é da ordem de 76.000 m³/s. As maiores demandas pelo uso da água na região ocorrem nas sub-bacias dos rios Tapajós, Madeira e Negro, e têm por finalidade o uso para abastecimento humano e dessedentação animal, representando respectivamente 33% e 32% da demanda total da região, que é de 78,8 m³/s. De um modo geral, os consumos estimados são pouco significativos quando comparados com a disponibilidade hídrica por sub-bacia.
fonte http://www2.ana.gov.br/Paginas/portais/bacias/amazonica.aspx

A Maior Bacia Hidrográfica do Mundo - Bacia Hidrográfica Amazônica

Bacia Hidrográfica Amazônica

A maior bacia hidrográfica do planeta tem a sua vertente delimitada pelos divisores de água da cordilheira dos Andes, pelo planalto das Guianas e pelo planalto Central. Seu rio principal nasce no Peru, com o nome de Marañon, e passa a ser denominado Solimões da fronteira brasileira até o encontro com o rio Negro. A partir daí, recebe o nome de Amazonas. É o rio mais extenso (total de 7.100 km) e de maior volume de água do planeta com uma drenagem de 5,8 milhões de km², sendo 3,9 milhões no Brasil. Esse fato é explicado pela presença de afluentes de ambos os lados que, por estarem nos dois hemisférios (norte e sul), permitem a dupla captação das cheias de verão. Os afluentes do rio Amazonas nascem, em sua maioria, nos escudos do planaltos das Guianas e Brasileiro na Venezuela, Colômbia, Peru e Bolívia, possuindo, assim, o maior potencial hidrelétrico disponível do país. Ao caírem na bacia sedimentar, que é plana, tornam-se rios navegáveis. O rio Amazonas, que corre no centro da bacia, é totalmente navegável.
No Brasil, abrange os estados do Amazonas, Pará, Amapá, Acre, Roraima, Rondônia e Mato Grosso. Como é atravessado pela linha do Equador, o rio Amazonas apresenta afluentes nos dois hemisférios do Planeta. Entre os principais afluentes da margem esquerda encontram-se o Japurá, o Negro e o Trombetas; na margem direita, o Juruá, o Purus, o Madeira, o Xingu e o Tapajós.

Rios que formam a bacia: 1. Rio Amazonas
2. Rio Solimões
3. Rio Negro
4. Rio Xingu
5. Rio Tapajós
6. Rio Jurema
7. Rio Madeira
8. Rio Purus
9. Rio Branco
10. Rio Juruá
11. Rio Trombetas
12. Rio Uatumã
13. Rio Mamoré

fonte http://www.frigoletto.com.br/GeoFis/Amazonia/baciaamazonica.htm